Superexposição em redes sociais na internet: carência, autoestima nula e necessidade de estar "por cima"






Já havia escrito para o Blog e também está no livro I um texto sobre os relacionamentos de "fachada" em redes sociais, mas nem vou entrar agora aqui sobre relações amorosas e sim sobre a notável necessidade imb3cil de usar a internet para mascarar, ludibriar os outros e querer convencer a si mesmo(a) algo que uma pessoa com deficiências de personalidade (não aparentes para a sociedade) sempre pretende atingir.
É bonitinho ver uma mãe colocando fotos da parede toda riscada pelo filho, certo? Sim, é "bonitinho", vamos dizer assim, neste exemplo. Mas em muitos casos está por trás nisso um grito de "vejam! fui aceita por um homem e consegui gerar um filho".
O que estou querendo dizer é para observarem com "lentes" mais profundas as atitudes de algumas mentes quando usam a internet para se exporem.
Raciocinemos "fora da caixa": em décadas passadas o ser humano conseguiu viver muito bem (talvez até melhor do que hoje) sem todas as facilidades para se expor. Porque nós simplesmente não precisamos disso. Nunca precisamos desta idiotice gratuita.
Não estou condenando e chamando alguém que posta fotos da família/ pessoais na internet de retardado. Mas muita gente extrapola, se expõe ao ridículo, se revela em demasia e sequer sabe o que é bom senso, sequer percebe que tem gente que consegue enxergar o porque de certas atitudes e se escancara como um ser humano carente e fraco.
Eu mesmo já fiz isso (postei fotos pessoais em uma rede social). Todavia entendam o lado psicológico do assunto: porque especificamente alguém posta a foto do carro novo? Lembra como era a vida sem internet? Ninguém que comprasse um carro novo iria expô-lo para que todos vissem.
A garrafa de bebida cara na mesa pode representar uma necessidade de se livrar do medo em perceber que as pessoas o acham pobre. A foto da travessura grave do filho (algo quebrado pela casa, por exemplo) pode representar que a mãe quer que as pessoas percebam que ela gerou um filho ativo/ esperto/ feliz (coisa que ela mesma pode não ter sido em sua infância e adolescência e se arrepende).  A foto do tênis novo do adolescente pode ser porque ele viu no pé de um amigo que notava ser o mais popular dentre os demais e quis ter também para ser aceito. O texto postado que remete ao entendimento que alguém está muito bem depois de um término de relacionamento pode dizer exatamente o contrário (bem, se está tudo bem, porque escreveu isso e publicou para todos saberem?).
Na verdade tudo é uma questão de aceitação, as pessoas se imbecilizaram da forma mais escrota possível, somente para serem aceitas e bem-quistas na sociedade atual.
A vontade de estar "por cima" e melhor que todos os demais é falta de autoaceitação, autoestima e pobreza de espírito e mediocridade. Ainda mais numa nação a qual seu governo faz questão de "emburrecer" ainda mais em todos os aspectos. 
Em resumo, a xucrice e estupidez de querer mandar um "alerta" se expondo em demasia a uma boa parcela de contatos que se tenha nas redes sociais não passa de uma vontade oculta de se equalizar com outros dementes que procuram a aceitação social pelo método mais fácil: teclar e clicar. Em vez de confiarem em si mesmos, encararem os problemas REAIS de frente e não objetivar serem uns débeis em PARECER, mesmo que só momentaneamente. Poderiam também desenvolver uma mente sã, livre de modismos toscos que luta por SER, pelo maior tempo possível e porque não para sempre.

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